quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Porto de Abrigo

...viajava pelo tempo e não sabia que porto atracar...o veleiro começava a ser muito solitário...precisava "consumir" gente...pensou aqui...ou...ali...fffffffff.....

Na "distância" cresciam cogumelos e a velocidade deixou de acompanhar o tempo. Os conceitos luz, velocidade e som tinham perdido todo o sentido... quando fechava os olhos chegava lá mais depressa... ali além...o desejo ganhava ao vento...era tão boa pekena...sabia-o... cansada, recolheu as velas...e, sem motores, deixou o mar escolher o rumo... e sem alimentar a esperança, mas guardando-a no bolso com carinho... deitou-se descalça desalinhada com a bússula e a rotina...e deixou-se adormecer...